15/07/2005 20:49
Olá mais uma vez, pálidos pórficos. Finalmente as férias chegaram, mas ainda assim demorarei um pouco para mantê-los atualizados sobre a minha vida tão corriqueiramente estonteante. Meu computador está por demais quebrado, e creio que ficarei um tempo sem nele mexer. Por isso colocarei este post para que seja um mero consolo para tada a vossa senhoria tão respeitável.
Fiz a algumas provas nestas últimas semanas. Mas sinto dizer-lhes que fui bem sucedido em apenas duas delas (CÁLCULO 2 e QUIMICA ORGÂNICA). Nada mal para alguém que teve que arrastar por todo um semestre uma doença canastral como a tuberculose. Ainda sinto uma imensa fúria só em pensar em como esta lástima ainda me dói.
Certo dia, eu e minha dama planejávamos sair, para passar as longas horas penantes do dia juntos. No dia marcado, segui o corriqueiro ritual matinal para o encontro: afeitei-me, tomei banho, perfumei-me e coloquei meu fraque preferido. Tive que um pouco esperar, pois a carruagem por demais demorou. Estes cavalos de hoje em dia são todos imprestáveis. Depois de chegar ao local marcado, fomos junto à casa de saúde, pois precisava falar com a doutora que me atendia esta prístina enfermidade. Ao chegar à casa de saúde, deparei-me apenas com as paredes, pois ela não estava lá. Provavelmente se atrasara devido à algum cavalo imprestável, mas enfim, continuemos. Depois de muito tempo de espera, ela finalmente chega e depois de fazer alguns exames preliminares, disse-me que deveria ir a um outro médico, para que pedisse uma radiografia pulmonar para melhor avaliar meu caso. Eu estava enlouquecido, pois o dia rapidamente se passava à medida que íamos ao radiografo.
Depois de muitos erros (pois acho que a máquina devia ser levada ao condado para ser consertada) finalmente tinha minha radiografia e assim pudemos falar novamente com a doutora. Ela disse-me que poderia estar novamente com pneumonia. INFORTÚNIO MALDITO ! - pensei. Novamente estava impedido de galopar com minha amada dama. Sei que ela também sofria por mim. Oh, querido amor, não chore por mim ainda, basta apenas que eu chore por esta maleita.

Resumidamente, perdeu-se o dia ! Perdemos nossa querida cavalgada, pois tomamos o implacável destino que nos reservava a nos fadarmos ao conformismo de uma tarde no centro de saúde. Oh querida amada, sei que me perdoaste, mas ainda vou martirizar-me com estes pensamentos por algum tempo. Poderia envolve-la em meus braços, fitar-te bem de perto, sentir tua alvura, a pureza destes teus lábios famintos por amor, que não tenho dado a ti.
...
Viajarei, minha querida, minha amada Alessandra. Viajarei para longe de ti, á espera de que tudo isso possa mudar logo. Deixo aqui uma parte de mim, que sempre fará parte de ti, e que assim seja.
Não pedirei que não chore, contudo, pois sei que nem mesmo eu poderia resitir aos teus encantos de mulher a tentar-me os presentes dias que terei, pensando em ti. Sentirei-me incompleto, portanto, chorarei também.

Logo voltarei, minha amada, minha querida
Alessandra

enviada por £oco(\/)orti§
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