26/08/2005 20:50
Apesar de apenas a minha namorada ler o meu blog, este será um dos posts mais longos que eu provavelmente já tenha escrito ultimamente. Bem, talvez nem tanto...




Se houvesse uma palavra agora para descrever como me sinto ultimamente, acho que a palavra seria LIMITE.
Claro que não me refiro ao limite do cálculo. Esse é bem teórico, o meu é mais prático. Sinto-me limitado numa série de coisas, a começar pela saúde. Às vezes sinto que meu pulmão diminuiu de tamanho, por causa da tuberculose. Qualquer esforço físico a mais pode ser muito cansativo. É muito ruim sentir isso. O mais duro também é ver que pessoas à sua volta comentam da sua vida pelas costas. É certo que há algum tempo eu já era alvo de comentários e olhares tortos,pela escolha que fiz em usar um cabelo comprido e colorido, unhas pintadas e ser um tanto excêntrico, mas o que se passa agora é extremamente ridículo. Algumas pessoas acham que uma simples tosse pode ser um sinal de tuberculose. Eu mesmo não tive tosse, antes de descobrir, mas sim dores muito constantes nas costas. E apenas descobri que estava doente por causa de uma febre muito grande. Isso sim me preocupou. Agora vejo meus dias ameaçados por um bando de vermezinhos que não sabem das coisas e preferem especular a quem não devem. Não desejo este mal (a tuberculose) a ninguem, assim como não desejo mal nenhum para esse tipo de pessoa que gosta de especular. Gostaria sim que elas viessem a mim e me perguntassem como as coisas são. Será que é tão difícil assim? Já não basta o mal-estar que os remédios me causam e as injeções que eu tenho que tomar ?
Muitas vezes tive vontade de chorar, e ainda choro por dentro, mas sinto que isso é um mal que ainda vai levar tempo pra curar.




Estou me sentindo muito mal, pois acabei, sem querer, esquecendo do aniversário do meu irmão. Provavelmente ele já deve ter perguntado para minha mãe se eu viria ou não, talvez na vã espera por um presentinho ou mesmo um simples abraço do tão querido irmão. Adoraria poder sair e ver como meu irmão cresceu, mesmo sendo ainda tão criança, tão inocente e tão tolo. Gostaria de poder dar um abraço apertado nele, e dizer que o amo como a um filho (que talvez eu não venha a ter). Eu queria tanto poder passar esse dia junto dele, mas tenho que ficar aqui, neste exilio. Sinto, às vezes, que não vou retornar à minha casa, realmente. Minha única consolação aqui é estar com minha namorada, de quem tanto gosto. Quem sabe ainda acabo indo pra sampa com ela quando pudermos.
Preferiria estar sonhando,para logo poder acordar deste pesadelo. Sinto como se eu nem levasse realmente a vida "feliz" que há tão pouco tempo eu sentia. Sinto como se todas as coisas boas fizessem parte apenas de um passado que jamais retornará. Realmente o passado não volta, mas queria sentir as mesmas coisas de antes, ou pelo menos algumas delas. Gostaria que realmente eu pudesse fazer as mesmas coisas de antes. Nem que fosse pelo menos algumas. Gostaria de ter a mesma esperança de outrora, e não uma mera complacência por mim mesmo...
Nem mesmo tenho vontade de escrever neste blog porque poucas pessoas o lêem. Confesso que é um afago em meu ego saber que "várias" pessoas o liam. Mas pior seria se eu não tivesse alguém para escrever.
Ai, que saudades tenho da vida que eu tinha...
Que pena tenho da vida que eu levo agora... talvez nem tenha total consciência dela, pois há muito tempo ando apático a muitas coisas. Este menino está finalmente virando um homem, deixando a esperança para trás, passando a ver a vida com os olhos tristes da verdade.
Depressão? Não, eu acho. Talvez uma leve e eterna tristeza, apenas. Sou demasiadamente moderado para isso... moderadamente chato para tudo isso.

GIS REVIDO

enviada por £oco(\/)orti§






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