10/08/2005 21:22
Olá mais uma vez, queridos amigos que visitam esta página.

Espero que os poucos leitores desta página não tenham me abandonado.
Sei que há muito tempo eu não escrevo, mas faltou-me ânimo e
criatividade...









- Ah, tudo bem Hugo, mas não enrola, vai, conta logo o que aconteceu e pára de encher o saco !!!!!



Tudo bem, tudo bem. Tudo a seu tempo.

As férias foram as mais paradas o possível. Descansei bastante, e mais
nada. Tentei aproveitar meu tempo com a minha família, que estava
ansiosa em ter-me em casa por pelo menos duas semanas ininterruptas.
Mas pouco antes de ir pra casa eu tive que cuidar de outra moléstia que
me perturbava, além da tuberculose : um outro começo de pneumonia.



Tomei alguns antibióticos e acho que tudo ficou bem no final. Tomei
meus remédios regularmente. Comecei a ler um livro que falava sobre
sete vampiros, mas não consegui termina-lo.

Depois das férias, o cansaço delas. Mal chego na UNICAMP e percebo que,
ao contrário de mim, os professores estavam bem entusiasmados para
começar as aulas, ou seja, as aulas realmente começaram, e com toda a
força, na primeira semana. O tempo para o estudo está bem restrito,
ainda mais porque este semestre estou com 32 créditos !!! Para quem não
sabe do que se trata, os créditos definem o número de horas de aula por
semana, ou seja, se eu estou com 32 créditos eu tenho 32 horas de aulas
semanais, e acreditem, é bastante coisa !

(afinal, ninguém tem obrigação de saber, pois nem todos que visitam esta página são alunos da UNICAMP).

Como se não bastasse, a tuberculose avançou um pouco. Os bacilos que me
infectaram ganharam resistência e agora terei que realizar outro
tratamento, que durará por pelo menos 1 ano, incluindo doloridas doses
injetáveis de Streptomicina.







- Nossa, Hugo, que horrível isso.

Concordo plenamente, querido e compreensivo leitor. Vai ser terrível
ficar por mais um ano privado de muitas coisas que eu gosto. Fico muito
triste em pensar essas coisas, e ainda mais porque a tuberculose
tornou-se novamente um perigo para a minha vida acadêmica. Percebi que
um dos remédios que estou tomando me dá um pouco de enjôo e náuseas.
Terrível. Qualquer lugar muito iluminado e branco me deixa incomodado.

Gostaria de poder exprimir tudo o que eu sinto fielmente para vocês,
leitores, mas até mesmo os sentimentos me escapam pelos dedos quando
vou escrever aqui. Repito: eu que queria tanto ser poeta, agora tenho
até a doença que matou muitos deles. Será que este será um aviso do meu
subconsciente de que devo escrever? Confesso que minha vida possuía um
sentido muito mais agradável quando eu escrevia aqui, já que por muitas
vezes escrevi coisas boas para mim.

Nesta hora eu gostaria que houvesse um consolo maior do que ter que
esperar... do que ser espetado 60 vezes no meu corpo todo... Mas por
hora a cura ainda tarda.



- Tomara que você logo saia dessa, Hugo !



Assim também espero, magníficos leitores. Agradeço a todos vocês por
acompanharem esta linha da história de minha vida. Devo admitir que ela
pode ter ganhado um pouco de ‘emoção’, mas particularmente, eu
preferiria outro tipo de emoção, já que agora sinto-me até mesmo
apático com certas coisas que me rodeiam... Ainda é muito difícil pra
mim.



GIS REVIDO...




enviada por £oco(\/)orti§






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