30/03/2006 13:36

Os dias passam...
As horas passam...
E o que sobrou de mim?
Sobraram alegrias, lembranças e tristezas
Que confundem as minhas certezas
Numa pensamento sem fim
Eu só sei que eu lamento
Por não querer causar apatia
Não fiz minha prosa
Esqueci minha poesia
Agora as minhas dúvidas
São minha única porfia.
Os lugares por onde passei
Lembravam-me cada vez mais de onde eu vim
Pois nada quero, nada espero
E em verdade estou morto ali
...
Esta foi apenas uma tentativa de escrever alguma coisa, pois só agora eu percebi que eu deixei de compor justamente porque parei de escrever (neste blog, inclusive).
Apesar do poema ser triste, ele representa apenas um estado temporário de todos os dias. Sabe aquele momento em que você fica meio deprê e que você sente vontade de fugir ou de largar tudo, ou mesmo se esconder ou nunca mais acordar? Pois é, tentei de uma maneira nada elaborada dizer tudo isso. Acho que a única parte do poema que ficou legal foi a parte em que eu parafraseei Manuel Bandeira ( os dois últimos versos). Ele era um cara que escrevia bem pra caramba. Eu queria ter metade do talento que ele tinha pra transformar os próprios sentimentos em poemas tão bonitos.
Bem, acho que a mim coube a pena de preocupar-me com dados, relatórios e tudo o mais(risos).
Mas é como já dizia o jargão popular: Ninguém carrega uma cruz tão pesada que não possa ser carregada. Tudo bem,o dito popular não diz exatamente dessa maneira, mas o que interessa é a idéia.
Gis Revido.
enviada por £oco(\/)orti§
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